erablog
" E na minha mudez...Aprende a adivinhar...O que de mim não possas entender."
Monday, January 31, 2005
Sunday, January 30, 2005
Saudade
Eu tenho saudades de tudo o que marcou a minha vida, saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas que nunca mais verei, sinto saudades dos colégios por onde passei, do meu primeiro amor, dos que vieram a seguir, e até dos que ainda não vieram... Sinto saudades do passado, do presente que não aproveito, do futuro imaginado, que não será assim... Tenho saudades daqueles que deixei, daqueles que tiveram que me deixar. Saudades daqueles que não me conheceram bem, e daqueles que eu sempre quis conhecer, mas nunca surgiu a oportunidade. Tenho saudades dos que foram sem um beijo meu, saudades das pessoas que passam por mim nas ruas e que eu nem reparo. Saudades das coisas que tive e que perdi, das coisas que poderia ter tido, das que queria ter tido e mesmo das que não sei se quis. Tenho saudades de coisas que não são para ter saudades, de tardes normais com amigos que não dão notícias, de noites com os amigos de sempre... Até tenho saudades de filmes que vi, de livros que li e reli, de músicas que dantes ouvia. No fundo, tenho saudades de tudo, e se tenho saudades é porque estou viva...
Saturday, January 29, 2005
Só depois dos dias, dos meses, dos anos andarem é que eu percebo que é eterno e que não vai passar nunca...
Friday, January 28, 2005
Aviso à população
Venho por este meio dizer, mais uma vez, que nem tudo o que escrevo tem a ver comigo, há textos que não passam de mera ficção, portanto não dizem absolutamente nada da minha vida ou do meu estado de espírito.
Peço desculpa, mas achei que havia alguns leitores que precisavam deste pequeno esclarecimento.
Bom fim-de-semana para todos, aproveitem porque são só dois dias! : )
Soneto da Separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Soneto da separação, Vinícius de Moraes
Férias!!
Não há nada melhor que férias
E não há melhor começo de férias que um jantar de um Igo
Que venha a sexta-feira!!!
Wednesday, January 26, 2005
Outro mundo
Às vezes acho que alguns de nós não vivem neste mundo.
Tu por exemplo, falas de coisas que eu não percebo, numa linguagem pouco esclarecedora, por meio de gestos e meias palavras acabas por te esconder num mundo só teu...
Afinal sempre é verdade que cada um de nós tem o seu pequeno mundo, um mundo à parte. Acredito nisto...
Eu tenho!!
Um mundo onde às vezes (muitas vezes, segundo o que dizem) não deixo entrar ninguém, a porta está fechada ou alguém arromba, ou então fico lá eu perdida em pensamentos, sonhos...
Mas confesso, não abro mão deste mundo que só eu conheço, que só eu controlo.
Tuesday, January 25, 2005
Quero
Quero ficar ali, quero estar aqui
Quero correr, quero andar
Quero chorar, quero rir
Quero dançar, quero parar
Quero gritar, quero dormir
Quero sonhar, quero viver
Quero ou não quero
Escuridão (vai por mim)
Não estou com grande disposição
p'ra outra enorme discussão
tu dizes que agora é de vez
fico a pensar nos porquês
nós ambos temos opiniões
fraquezas nos corações
as lágrimas cheias de sal
não lavam o nosso mal
e eu só quero ver-te rir feliz
e eu só quero ver-te rir feliz
dar cambalhotas no lençol
mas torces o nariz e lá se vai o sol
dizes vermelho, respondo azul
se vou para norte, vais para sul
mas tenho de te convencer
que, às vezes, também posso...
ter razão!
ter razão!
também mereço ter razão
vai por mim
sou capaz de te mostrar a luz
e depois regressamos os dois
à escuridão
Se eu telefono, estás a falar
ou pensas que é p'ra resmungar
mas quando queres saber de mim
transformas-te em querubim
quero ir para a cama e tu queres sairs
e quero beijos, queres dormir
se te apetece conversar
estou numa de meditar
e tu só queres ver-me rir feliz
e tu só queres ver-me rir feliz
dar cambalhotas no lençol
mas torço o meu nariz e lá se vai o sol
dizes que sou chato e rezingão
se digo sim, tu dizes não
como é que te vou convencer
que, às vezes, também podes...
ter razão!também mereces ter razão
ter razão!também mereces ter razão
vai por mim
és capaz de me mostrar a luz
e depois regressamos os dois
à escuridão
Atenção!os dois podemos ter razão
vai por mim
há momentos em que se faz luz
e depois regressamos os dois
à escuridão
Jorge Palma
Saturday, January 22, 2005
Always break my heart
When i look in your eyes
It seems like heaven
Something I never felt before
Than I think it is forever
I don´t need nothing more
I see you in my dreams
I hold you so tight
But than it comes the tears
And now I fall apart
It's you the same old guy,
Who always break my heart
I cry just like a river
An ocean in my mind
Dark clouds all around
My days became so blue
And the reason... it is You
Tu não estás lá
Às vezes ponho-me olhar da minha varanda, e parece que te vejo, tenho aliás a certeza que és tu, na minha rua, no meu "espaço", depois fecho os olhos, como para me certificar... e quando os volto a abrir... tu já lá não estás. Eras apenas uma quimera perdida na imensidão dos meus sonhos, ser imaginado por mim nas noites que passo sozinha.
Tu não estás lá... da minha varanda vejo árvores, vejo miúdos a correrem quando ouvem a campainha da escola, pessoas a chamarem o autocarro, carros de um lado e outro, oiço risos, oiço gritos, mas nenhum deles vem de ti... não és tu que corres, não és tu que gritas, que páras o carro em frente à minha porta... tu...
Quem és tu? Mera produção da minha cabeça? Imaginação de um dia frio?
Quem és tu que tanto me faz pensar, e que depois quando abro os olhos não está lá? Não és sonho, és realidade, mas eu abro os olhos e continuo sem te ver... és realidade de alguém que não sou eu...
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Friday, January 21, 2005
Wednesday, January 19, 2005
I don't wanna talk about it
I don't wanna talk about it, how you broke my heart
And if stay here just a little bit longer
If I stay here won't you listen to my heart, oh my heart
Monday, January 17, 2005
Deixa-me
Deixa de tentar perceber tudo aquilo que não percebes, as respostas irão até ti na altura certa... Deixa de tentar arrancar palavras à força, quebrarei o silêncio quando me apetecer...
Deixa de tentar adivinhar tudo aquilo que eu penso quando me calo, no dia que quiser serás o primeiro a saber...
Deixa-me por enquanto, às vezes as respostas, as certezas vêm com o silêncio, e as dúvidas então dissipar-se ão...
Sou como sou...não tenho de dar justificações a ninguém, não tenho que explicar porque rio ou porque choro. Não tenho que explicar ou te dizer o que penso oo o que quero. Descobre por ti, porque tens já a certeza que eu.... eu nunca to direi. Agora mais do que ontém, não vou falar, não vou confessar, não vou responder a perguntas tuas ou de outra pessoa qualquer...
(...)
Sou o que quero, quando quero, ou o que não quero, quando não devia ser... nem sei o que sou...
Saturday, January 15, 2005
Maria Albertina, como foste nessa de chamar Vanessa à tua menina?
esta música faz parte de um album editado recentemente com músicas do antónio variações, interpretadas por vários cantores
A Maria Albertina, bate todas!!! foi a mnã que me apresentou ; )
És tu
És brisa
És vendaval...
És chuva...
És sol...
És mar...
És terra
És verdade...
És sonho...
És tu...
...Sou eu...
...
A pedido de um comentador, este post vai ser inteiramente escrito a encarnado!!! ; )
Salto, corro, danço e rio, porque sei que algum dia alguém me vai dizer para parar...
Thursday, January 13, 2005
Queridíssimos leitores, ( se é que ainda os tenho) venho pedir desculpa pelos dias em que não vim cá, ou pelos que vim e escrevi coisas desinteressantes, a verdade é que tenho sido invadida por uma falta de inspiração...
espero em breve contornar esse problema...até lá!
Tuesday, January 11, 2005
Monday, January 10, 2005
Friday, January 07, 2005
E se o mundo fosse nosso?
E se o mundo fosse nosso, pergunto-me várias vezes... o que faríamos com ele?
Não haveria nada que nos fizesse mal, não haveriam guerras, políticos, futebolistas, ladrões... Só haveríamos nós... e os animais, ( os bonitos claro... desapareceriam as baratas, as aranhas, as cobras, os touros, ficariam os pássaros, os cavalos, as raias, os golfinhos)
Se o mundo fosse nosso, alguns dias poderiam ter quarenta horas, enquanto que outros não iam passar das dez... Só haveria sol a iluminar-nos e o céu estaria sempre azul... desapareceriam as nuvens cinzentas que escurecem os meus dias... ficariam os rios, as árvores, o mar, não eram precisoa os carros, as estradas, teríamos todo o tempo do mundo para irmos para onde quiséssemos......
Mas o mundo não é nosso, nem de ninguém!
Wednesday, January 05, 2005
Convite da Loucura
A Loucura resolveu convidar os amigos para tomar um café em sua casa.
Todos os convidados foram. Após o café, a Loucura propôs:
- Vamos brincar às escondidas?
- Escondidas? O que é isso? - perguntou a Curiosidade.
- Escondidas é uma brincadeira. Eu conto até cem e vocês escondem-se.
Ao terminar de contar, eu vou procurar, e o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar. Todos aceitaram, menos o Medo e a Preguiça.
- 1,2,3,... - a Loucura começou a contar.
A Pressa escondeu-se primeiro, num lugar qualquer. A Timidez, tímida, como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore. A Alegria correu para o meio do jardim. Já a Tristeza começou a chorar, pois não encontrava um local apropriado para se esconder. A Inveja acompanhou o Triunfo e escondeu-se perto dele debaixo de uma pedra.
A Loucura continuava a contar e os seus amigos iam se escondendo. O Desespero ficou desesperado ao ver que a Loucura já estava no noventa e nove.
- CEM! - gritou a Loucura. - Vou começar a procurar...
A primeira a aparecer foi a Curiosidade, já que não agüentava maistempo escondido. Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima de uma cerca sem saber em qual dos lados ficar para melhor se esconder. E assim foram aparecendo a Alegria, a Tristeza, a Timidez... Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou:
- Onde está o Amor?
Ninguém o tinha visto. A Loucura começou a procurá- lo.
Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do Amor aparecer. Procurando por todos os lados, a Loucura viu uma roseira, pegou um pauzinho e começou a procurar entre os galhos, quando de repente ouviu um grito.
Era o Amor, gritando por ter furado o olho com um espinho. A Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu segui-lo para sempre. O Amor aceitou as desculpas.
Hoje, o Amor é cego e a Loucura acompanha-o sempre.
Este texto já é antigo, mas sempre gostei deste texto, o grande mistério está explicado... ; )
Capricórnio
Capricórnio: Mau humor? Não! Apenas timidez...
Agora têm a resposta do meu eventual ar sério... ; )
Para o Igo...
Dizes-me até amanhã
Que tem de ser que te vais
Mas amanhã, sabes bem
É sempre longe demais
E acendo mais um cigarro
Invento mil ideais
Só que amanhã sabes bem
É sempre longe demais
Tou com esta música na cabeça, desde que ouvi no teu carro, na tua bomba, portanto!!! ; )
Apelo à Imprensa
O mundo tem que ter sempre um grande problema nas mãos, um que a imprensa não largue. Nos últimos anos ( desde o 11 de setembro de 2001) tem sido o problema do terrorismo, durante meses seguidos fomos invadidos pelas mesmas terríveis imagens das duas torres a desmoronarem. Fomos obrigados a ouvir os disparatados discursos do Bush, a apelar quase a uma terceira guerra mundial, onde os nazis eram substituídos pelos árabes. Conseguiu arranjar mil desculpas para invadir o Iraque, para pôr fim à ditadura do Saddam e outras coisas que nunca se souberam ao certo.
E quando em Portugal só se ouvia falar de Casa-Pia, Felgueiras, etc, o inesperado aconteceu... o ataque já não era do outro lado do oceano, era bem aqui perto, no país vizinho, em plena capital espanhola. Então o medo, o pânico voltaram a pairar nas nossas cabeças, ( até porque nós também fazíamos parte do grupinho da Cimeira das Lages. Queixamo-nos de sermos um país pequeno, mas talvez tenha sido isso mesmo que nos salvou).
O fantasma da Atocha pairava sobre o país, entre malas e carros abandonados, nos dias que se seguiram ao 11 de março via-se os olhares de receio das pessoas no metro.
Desde aí, nove meses passaram , os iraquianos e os norte-americanos continuam a ter os seus problemas. A ameaça de ataques terrorisrtas está longe de chegar ao fim, mas a tragédia chegou bem a seguir ao natal. Não foi preciso a “ mão “ do Bin Laden para morrerem mais de 150 mil pessoas, a terra encarregou-se disso. E como se não bastasse o choque, as televisões portuguesas decidiram lançar o pânico, porque também nós estamos em terras sísmicas , e não ficando contentes bombardeiam-nos com imagens trágicas, de modo a parecerem um trailler de um filme, género Dia da independência, ( só que aqui infelizmente os norte-americanos não conseguiram salvar ninguém).
Eu só queria fazer um apelo à Imprensa Nacional: que é para darem as notícias, obviamente, mas não se aproveitam delas. Às vezes parece que ficam contentes com a desgraça alheia...
E quando em Portugal só se ouvia falar de Casa-Pia, Felgueiras, etc, o inesperado aconteceu... o ataque já não era do outro lado do oceano, era bem aqui perto, no país vizinho, em plena capital espanhola. Então o medo, o pânico voltaram a pairar nas nossas cabeças, ( até porque nós também fazíamos parte do grupinho da Cimeira das Lages. Queixamo-nos de sermos um país pequeno, mas talvez tenha sido isso mesmo que nos salvou).
O fantasma da Atocha pairava sobre o país, entre malas e carros abandonados, nos dias que se seguiram ao 11 de março via-se os olhares de receio das pessoas no metro.
Desde aí, nove meses passaram , os iraquianos e os norte-americanos continuam a ter os seus problemas. A ameaça de ataques terrorisrtas está longe de chegar ao fim, mas a tragédia chegou bem a seguir ao natal. Não foi preciso a “ mão “ do Bin Laden para morrerem mais de 150 mil pessoas, a terra encarregou-se disso. E como se não bastasse o choque, as televisões portuguesas decidiram lançar o pânico, porque também nós estamos em terras sísmicas , e não ficando contentes bombardeiam-nos com imagens trágicas, de modo a parecerem um trailler de um filme, género Dia da independência, ( só que aqui infelizmente os norte-americanos não conseguiram salvar ninguém).
Eu só queria fazer um apelo à Imprensa Nacional: que é para darem as notícias, obviamente, mas não se aproveitam delas. Às vezes parece que ficam contentes com a desgraça alheia...
Tuesday, January 04, 2005
Lembro-me de ti
Lembro-me de qunado passeávamos em Lisboa e tu me davas a mão, lembro-me de me pegares ao colo para eu não me molhar nas poças, lembro-me do teu sorriso envergonhado e do meu que nessa altura era tão aberto. Lembro-me da nuvem negra que deixaste quando te foste embora, lembro-me de pensar em ti noites seguidas, lembro-me do vazio que deixaste quando partiste, mas o mais importante é que ainda me lembro de Ti...
Passado tanto tempo, continuas a fazer parte de mim, do meu ser, da minha alma, e é essa parte que não quero perder, porque é onde tu deixaste marcas cravadas... mesmo com o pouco tempo que nos deram, essas marcas vão influenciara minha vida até ao fim.
Por isso sei que nem que viva cem anos, nunca te vou esquecer. Recordar-te-ei com ternura, com amor, com saudade, com alguma mágoa, mas a verdade é que vou sempre me lembrar de ti...





















